AI One — Volume 1
Matemática para IA
AI One
Machine Learning
Machine learning clássico do zero, dentro de uma fintech de microcrédito de Salvador que precisa baixar a inadimplência de 7,9% para 6,5% até 30 de junho ou perde a linha de R$ 15 milhões que financia os empréstimos. Regressão, regressão logística, KNN, Naive Bayes, SVM, árvores, Random Forest, gradient boosting, k-means, PCA e detecção de anomalias, com validação que não se engana, métrica em reais, vazamento caçado, explicação para a cliente recusada e justiça medida por grupo.
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Atenção: o idioma desta edição é português.
Edição Brasil
Menos teoria vazia.
Mais código que funciona.
Nada de exemplo solto com foo e bar.
Todo trecho pertence ao mesmo projeto, que cresce capítulo a capítulo —
e os erros aparecem como aparecem na sua tela, para serem lidos linha por linha.
inadimplencia = 0.079meta = 0.065falta = inadimplencia - metaprint(f"falta {falta:.1%}")
python limiar.pyfalta 1.4%python -c "print(round(0.079 - 0.065, 3))"0.014
Um sistema só, do primeiro arquivo ao deploy
README.md
O modelo de risco da Dendê Crédito, do baseline ao comitê do banco, com métrica em reais.
Modelos clássicos, métricas honestas e a cliente que o modelo não viu.
- Um projeto só: o modelo de risco da Dendê Crédito, do baseline ao comitê do banco
- Cada modelo implementado pequeno à mão antes do scikit-learn
- Métrica em reais: o limiar escolhido pelo dinheiro, não pela acurácia
- O vazamento que deu AUC 0,99, caçado e explicado
- Explicar a recusa, medir a justiça e monitorar depois do deploy
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Esta amostra contém os primeiros capítulos. O PDF completo continua protegido para compradores.
31 capítulos em 6 partes
Abra uma parte para ver os capítulos — e a frase que abre cada um.
parte 01 A regra da JussaraDoze regras numa planilha, onze mil e oitocentos clientes, e um banco que quer a inadimplência abaixo de 6,5% até o fim de junho. 4 cap.
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01
Sete vírgula sete por centoDoze regras numa planilha, um modelo de oito meses que ninguém quer abrir, e a pergunta da Jussara: o seu modelo é melhor que as minhas regras?
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02
Antes do modelo, a perguntaTrês setores, três jeitos de dizer inadimplente, empréstimos jovens demais para ter culpa, e uma coluna que o Ícaro deixa numa lista de 'ver depois'.
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03
Um jogo de damas em 1959Um programa que jogava damas melhor que o próprio autor, um estatístico que contava pétalas, e um artigo de 2001 que dividiu a estatística em duas culturas.
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04
O modelo que chuta a médiaUm gradient boosting com erro de um real, um estagiário que pergunta 'e no teste?', e o modelo mais burro do mundo ganhando por mil reais.
parte 02 Retas que aprendemQuanto a costureira fatura, colunas que não são números, e a reta que de tanto se ajustar para de prever. 5 cap.
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05
Quanto a costureira faturaDuas mil e quatrocentas visitas com caderno de vendas, uma reta que erra menos da metade do chute, e uma costureira de Itapuã que fatura bem mais do que diz.
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06
Colunas que não são númerosOnze tipos de negócio, oito regiões e cinco canais que o modelo não aceita, uma codificação que inventa uma ordem que não existe, e um cano que leva o cliente da ficha à previsão sem deixar nada escapar.
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07
Retas demaisTermos ao quadrado, ao cubo e à nona potência, um erro de treino que só desce, um erro de validação que vai a um milhão de reais, e a Dona Cida faturando um milhão negativo.
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08
Freio no coeficienteNoventa e três colunas, coeficientes de dez mil reais que se cancelam uns aos outros, e um freio que encolhe os pesos — ou zera metade deles.
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09
Sim ou não, com probabilidadeUma sigmoide, uma perda que pune a certeza errada, duas mil voltas ladeira abaixo — e uma costureira com seis anos de casa recebendo 24% de chance de não pagar.
parte 03 Medir sem se enganarNoventa e dois por cento de acerto aprovando todo mundo, um limiar escolhido em reais, e a variável que sabia o futuro. 5 cap.
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10
Noventa por cento aprovando todo mundoUm modelo que acerta nove em cada dez sem olhar para ninguém, uma tabela de duas linhas e duas colunas, e a pergunta do estagiário que ninguém tinha feito.
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11
Onde cortarUm corte de 0,5 que ninguém escolheu, uma conta de padaria com o lucro de cada empréstimo, e duzentos mil reais que aparecem só de mudar um número.
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12
A probabilidade que menteUm modelo que ordena melhor que todos e diz que quatro em cada dez clientes não vão pagar, numa carteira em que não paga um em cada dez.
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13
Um teste só é sorteDez sementes, dez AUCs, um banco que quer um número só, e cinco períodos que não concordam entre si.
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14
A variável que sabia o futuroUma sexta-feira à tarde, uma AUC de 0,997, um papel escrito 'ver depois', e duas mil colunas de puro acaso que parecem prever inadimplência.
parte 04 Outras formas de aprenderVizinhos, probabilidades ingênuas, margens, perguntas em sequência e florestas que discordam entre si. 7 cap.
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15
Os vizinhos da Dona CidaCinco clientes parecidos com a Dona Cida, todos em dia, o mais próximo a quatro desvios padrão de distância — e o método da Dandara virando conta, com as suas forças e a sua maldição.
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16
Probabilidade ingênuaCapital de giro escrito de quinze jeitos, um agiota em maiúsculas, e um classificador de 1960 que conta palavras e acerta 85% das frases que nunca viu.
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17
A margem mais largaUma faixa vazia entre dois grupos de pontos, três clientes que seguram a fronteira inteira, uma curva que se dobra em ilhas — e um empate que também ensina.
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18
Perguntas em sequênciaDoze regras numa planilha, oito folhas numa árvore, uma diferença de sete centésimos no comprometimento — e uma árvore sem limite que decora o treino inteiro.
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19
Uma floresta que discordaOito árvores, oito riscos diferentes para a mesma costureira, quinhentas árvores que concordam na média — e um número de telefone que parece importante até alguém embaralhá-lo.
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20
Árvores que corrigem as anterioresUma árvore pequena, outra que corrige o erro dela, duzentas que começam a corrigir o acaso — e o momento certo de parar, escolhido por um semestre que o modelo nunca viu.
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21
Ajustar botões sem trapacearCem combinações de botões, quinhentos empréstimos para escolher, um 0,80 que era sorte — e três meses e meio de clientes guardados num envelope que só se abre uma vez.
parte 05 Sem rótuloClientes que se parecem, vinte e três colunas em duas, e a conta que não se parece com nenhuma. 3 cap.
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22
Clientes que se parecemQuatro mil empréstimos atrasados, nenhum rótulo, quatro centros que andam até parar — e a Dandara, que reconhece três dos quatro grupos antes de ler a tabela.
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23
Vinte e três colunas em duasUma tabela que ninguém consegue ver inteira, uma matriz de covariância com 23 autovetores, um mapa que guarda um quarto da informação — e os reincidentes, que somem no meio dos veteranos.
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24
A conta que não se parece com nenhumaDois mil e quatrocentos pedidos novos, nenhum rótulo de fraude, uma floresta que isola o estranho com poucas perguntas — e nove contas que só ficam estranhas quando se olha o telefone.
parte 06 Modelo em produção é outra coisaExplicar uma recusa, medir quem o modelo prejudica, guardar o modelo sem abrir uma porta, e perceber quando o mundo mudou. 7 cap.
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25
Por que o modelo recusou a Dona CidaUma cliente de seis anos, um atraso de que ninguém lembrava, um degrau na curva do comprometimento — e a carta que a Dendê deve a quem pede para entender uma recusa.
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26
Justo para quemUm modelo que não sabe o bairro de ninguém, oito regiões com taxas de aprovação diferentes, um prefixo de telefone que sabe o bairro de todo mundo — e uma decisão que alguém precisa assinar.
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27
Pouco inadimplente, muito problemaUm em cada quarenta clientes para de pagar logo de cara, um modelo que aponta um só em três mil, três remédios que dão o mesmo resultado — e um limiar que dava esse resultado desde o começo.
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28
O modelo vira um arquivoUma pasta chamada NÃO ABRIR, um formato que executa o que estiver dentro, uma lista de nomes lida antes de confiar — e uma folha que diz para que o modelo serve e para que não serve.
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29
O mundo muda depois do deployQuatro semanas de licor de jenipapo, um índice que dispara antes de qualquer atraso, um produto que o modelo nunca viu — e a pergunta que só setembro responde.
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30
A reunião com o Atlântico SulQuatro meses que ninguém usou para escolher nada, a regra de sete anos contra o modelo de três meses, um banqueiro que quer ver o modelo perder — e o modelo perdendo, todo mês, no número que ele mais olha.
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31
Trinta de junhoUm número medido num dia só, uma carteira que guarda os erros de um ano atrás, um modelo que piorou o covenant e melhorou a empresa — e uma costureira de Itapuã que recebe o seu empréstimo.
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Modelos clássicos, métricas honestas e a cliente que o modelo não viu. O projeto começa a rodar no primeiro capítulo — e não para mais.
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